quarta-feira, 11 de março de 2009

Teatro Contemporâneo




Um novo teatro, que nem todos entendem...



Atrás das cortinas havia o cenário
De uma peça sem muito efeito
Com um texto anti-literário
E um único ator, imperfeito
A perturbar o imaginário
De uma platéia semi-morta
Interessada no lado contrário
Do que realmente importa

O (pobre) ator esplêndido e aventureiro
Contemporâneo e minimalista
Ocultava o tempo inteiro
O que era a arte do artista

E o seu público autoritário
Desacostumado a questionar
Exigia um enredo hilário
Que não o fizesse pensar
Mas o ator extraordinário
Sem se importar com a bilheteria
Fez do seu palco, santuário
Como há muito não fazia

Com seu talento magistral
Encenou o realismo com alma
( Caiu o pano... )
A platéia confusa e convencional
Se levantou e bateu palma.



Milla Borges