terça-feira, 17 de março de 2009

Julieta sem Romeu




Nesse momento, é isso e nada mais.




Julieta sem Romeu


De noite, no sereno
Com meu coração apertado
Tomei minha dose do teu veneno
Num só gole assustado.
Fiquei a tua espera
Para que bebesse a tua parte
A saudade me abraçou severa
Pois tu eras meu baluarte
O sofrimento me feriu
Atingindo a minha alma
E lentamente consumiu
O restante da minha calma
Por mim, o tempo passava
Sugando doce, minha vida
O abandono me sufocava.
Fui pela morte absorvida.
O que fizeste do nosso amor?
Por que o matou com tal frieza?
Não foi o veneno e sim a dor,
Da solidão e essa tristeza.
Covardemente, o amor fugiu
E teu veneno não bebeu
Dito e feito, assim surgiu
Julieta sem Romeu.



Milla Borges