sábado, 1 de junho de 2013

Pra você...


Não é da sorte de se viver de amor e para o amor que provém o meu sorriso;
Não é da paz latente na certeza do ombro amigo que se faz a minha alegria;
Não é da clareza de se saber mulher amada, que se refaz a minha calma...
Tampouco conto as pulsações descompassadas para justificar a sua presença, não é isso...
É tão maior...
De tanto zelo, se mantém o laço;
O cuidado, a história, os detalhes...
Da aceitação dos defeitos ao direito de errar;
O direito de errar transformando-se na vontade de ser melhor.
Das mãos que se tocam, ao calor do abraço;
É se dar ao luxo de experimentar a solidão,
Na certeza de que solidão não há, é só capricho...
O silêncio que fala mais que qualquer palavra...
E só de olhar nos teus olhos, a vida já me vale a pena.

- Milla Borges -