quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Conselho II


Não seja assim tão cruel consigo mesma...
Esqueça as culpas, mocinha. Os erros estão aí para aprendermos com eles.
Não se mate pouco a pouco com essas torturas emocionais e palpitações e explosões de choro compulsivo.
Chore sim, mas chore baixinho, um choro sentido, um chorinho de mulher...
E quando a última lágrima despencar da face, levante a cabeça, passe as mãos nos cabelos, torne a sorrir e deslize pela vida.
É a sua estrada.
É o céu onde a sua estrela brilha...

Milla Borges

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Texto do Luan


Uma vez eu li em algum lugar que a vida é a arte dos encontros e dos desencontros. Concordo. 
Há encontros felizes na trajetória que somos obrigados a trilhar para nos mantermos vivos, e, numa dessas voltas que a vida dá, eu encontrei o cara mais chato do mundo (que também é o amigo mais irmão). No futuro, eu o imagino como um velhinho resmungão, muito ranzinza, que faz sempre a vontade dos seus netinhos, porque, apesar de toda chatice, ele tem um bom coração. Sabe essa gente que tem luz própria? Ele tem.  Sabe ser o abraço que acolhe quando as palavras já não são suficientes, sabe ouvir quando tudo o que eu preciso é falar, falar e falar, sabe dar conselhos quando a minha psicanalista viaja.  (Sabe dar broncas, broncas, broncas! ~ Oi? ~).  Esse texto, na verdade, não é só um meio de homenagear um amigo especial; é também uma forma de me desculpar, porque eu também sou muito chata! Dou trabalho! E ele atura! E ele cuida! E isso não é pouco.  Quando o coração dói, quando a vida aperta ou quando algo bom acontece é com ele que eu posso contar. Ele até tenta se fazer de durão, mas é só pra assustar. No fundo, ele é um cara bom, sensível, lúdico. Tem também suas angústias e problemas que ele tenta esconder do mundo, mas não consegue esconder da minha percepção.  Talvez por isso nos demos tão bem... Talvez sejamos duas solidões que se encontraram para resgatar as ausências que a vida nos deixou, porque entendemos que nossos vazios dialogam e se justificam.
No fundo, a gente só quer alguém que nos entenda. E nós nos entendemos bem.
Esse pra você, Luan! Meu chatinho preferido! =)

Milla Borges